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domingo, 26 de abril de 2009

Jonh Lennox, matemático da Universidade de Oxford

O senhor pode ser um grande matemático, senhor Lennox, mas como filósofo, que lástima! É mais uma tentativa de pseudocientistas de desqualificar a ciência, ao dizer que (abramos as aspas) origem de Deus é questão absurda (fechemos as aspas). Absurda é a ideia da existência de um criador, senhor Lennox. Seus argumentos a favor do criacionismo são de uma falta de lógica primária de dar dó. Acha-se à altura de Richard Dawkins, autor de DEUS, UM DELÍRIO, mas sua argumentação cai sempre naquilo que é mais primário e impossível de contra-argumentar: a fé. Ou seja, o senhor apenas crê na existência de um deus, o que não quer dizer que ele exista. Além disso, esse negócio de “design inteligente” para explicar a origem da vida ou do universo é conversa mole para boi dormir. Ciência e fé não se misturam, senhor Lennox. São categorias absolutamente estanques do conhecimento humano. O senhor pode ser um cientista e acreditar em um deus, é problema seu. Mas vir argumentar como ciência uma bobagem como o “design inteligente” (que de inteligente só tem o nome) é de uma estupidez que só páginas de jornais conservadores como o Estadão e outros publicam. Chega disso, senhor Lennox, dessa besteirada obscurantista. Vá procurar uma boa lavadeira que lhe dê um bom pedaço de SABÃO bem duro e VÁ LAMBÊ-LO bem lambido, até que sua língua de falso cientista possa produzir coisa melhor.