Que medo, senhor Fernando Collor, quando o senhor, de dedo em riste, olhos esbugalhados à Jânio Quadros, tremendo todo de raiva, de ódio, tomou do microfone de apartes da sessão do Senado, ontem, 3 de agosto de 2009, para responder ao senador Pedro Simon! Que medo! Está certo, o Simon joga para a arquibancada, quando ataca duramente o Sarney, isso não nego. Mas não precisava de todo aquele ódio, ao dizer que (trementes aspas abertas) as palavras que o senhor acabou de pronunciar são palavras que não aceito. Quero que o senhor as engula agora, as digira e faça delas o uso que vossa excelência julgar conveniente (fechadas as medrosas aspas)! E sabe por que fiquei com medo, senhor Collor? Porque me lembrei de um antecedente: o seu pai! Sim, o seu velho, cara, que um num dia 5 de dezembro de 1963 assassinou, com um tiro no peito, o senador acreano José Kairala, em plena tribuna, quando pretendia matar seu inimigo político, o senador Sivestre Péricles e errou os três tiros. Pois, é: o velho Arnon de Mello podia muito bem estar ressuscitando ali, naquela sua raiva, naquele seu ódio, e uma desgraça podia estar se anunciando. Por isso, tive medo, cara. E se fosse eu o Pedro Simon, colocaria todos os meus fios de barba de molho em água morna, cara. Aliás, todos os demais senadores deviam fazer o mesmo, né? Se o senhor também for ruim de tiro como seu pai, vai saber pra quem pode sobrar, não é mesmo? Por isso, senhor Fernando Collor, sugiro que engula o senhor a sua ira e, antes de qualquer ato impensado, VÁ LAMBER SABÃO, juntamente com toda a corja que o acompanha!
Falou besteira, VAI LAMBER SABÃO. Mas, se a besteira contiver preconceito - de cor, de sexo, de qualquer coisa - aí eu viro bicho, mesmo! E LAMBER SABÃO, às vezes, é pouco. Por isso, se me exceder de vez em quando, sorry baby...
Senhoras e senhores, reclamem, esperneiem, xinguem; enfim, o choro é livre. Mas, lembrem-se:
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.