Tive muitas dúvidas, senhor Sílvio Costa, ao escrever essas minhas mal traçadas linhas hoje. A primeira dúvida era se daria ao senhor o beneplácito de tirá-lo da semiobscuridade da Câmara, para colocá-lo sob os holofotes dessa minha coluna, por mais humilde que ela seja. A segunda dúvida era se não estaria chutando cachorro morto, na sua pessoa, senhor Sílvio Costa, já que a mídia tem batido forte em gente como o senhor. Tive outras dúvidas, mas deixa pra lá. Resolvi que suas palavras mereciam algum comentário. O senhor, ilustre deputado, declarou que (que se abram as aspas) quer dizer que agora eu venho a Brasília e minha mulher fica lá? Não é uma decisão correta. Foi uma decisão acuada da Mesa (que se fechem as aspas). Então, senhor Sílvio, o senhor quer que nós, contribuintes brasileiros, paguemos a estada de sua senhora em Brasília... porque o senhor não pode ficar alguns dias por semana sem ela... Que gracinha! Que amor de marido o senhor é, não? Não pode ficar nem um dia sem a patroa... desde que nós paguemos a conta, não é? Ora, senhor deputado, o senhor, juntamente com todos os demais que estão a chorar o leite derramado do fim das mordomias e da farra das passagens aéreas com o nosso rico dinheirinho, VÁ LAMBER SABÃO, um daqueles sabões antigos, redondos, feitos de sebo de boi e cinzas que nossas avós faziam, para deixar bem limpinha a sua língua, para que o senhor a utilize para outras coisas bem mais prosaicas!
Falou besteira, VAI LAMBER SABÃO. Mas, se a besteira contiver preconceito - de cor, de sexo, de qualquer coisa - aí eu viro bicho, mesmo! E LAMBER SABÃO, às vezes, é pouco. Por isso, se me exceder de vez em quando, sorry baby...
Senhoras e senhores, reclamem, esperneiem, xinguem; enfim, o choro é livre. Mas, lembrem-se:
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.