Não devia, dona Rozângela, mas vou lhe dar um minuto de meu desprezo. Afinal, seu instante de fama já está tristemente nas folhas dos jornais. Fico muito puto da vida, dona Rozângela, quando encontro gente como a senhora, que se diz psicóloga, entendida, portanto, das motivações humanas, a querer modificar a natureza do ser que você devia ajudar. Há mais de dez anos, dona Rozângela (e isso já foi feito demasiado tardiamente) que homossexualismo não é mais considerado doença. Doença, dona Rozângela, é ter o seu tipo de preconceito, baseado em princípios religiosos de quinta categoria (que só os idiotas dos crentes de igrejolas caça-níqueis como aquela dos bispos que foram presos nos States ou daquele outro que templos magníficos e até uma rede de televisão comprada com a extorsão psicológica dos fiéis continuam pregando e praticando). Portanto, dona Rozângela, acho que esse negócio de (abro aspas) cura de gays (fecho as aspas) é pura ignorância, pura estupidez. Nem vou gastar mais tempo com a senhora, dona Rozângela, porque a senhora devia rasgar o seu diploma de psicóloga, LAMBER UM BOM SABÃO, para purificar a sua língua e a sua mente preconceituosa, e começar tudo de novo, em bases mais sadias, se é que a senhora me entende.
Falou besteira, VAI LAMBER SABÃO. Mas, se a besteira contiver preconceito - de cor, de sexo, de qualquer coisa - aí eu viro bicho, mesmo! E LAMBER SABÃO, às vezes, é pouco. Por isso, se me exceder de vez em quando, sorry baby...
Senhoras e senhores, reclamem, esperneiem, xinguem; enfim, o choro é livre. Mas, lembrem-se:
Um professor e sua aluna. Tudo os separa, nada os une. A não ser a paixão. Uma paixão sem limites, vivida com toda a intensidade da experiência e da juventude. Um livro forte, pela emoção, pela cumplicidade, pelo erotismo. Uma história que mexe com todos os sentidos do leitor, até a última linha. Experiência única na Literatura Brasileira, LUA QUEBRADA é um livro imperdível e inesquecível.