quinta-feira, 28 de maio de 2009

Jair Bolsonaro, deputado do PP/RJ

Quer dizer, então, senhor Jair Bolsonaro, que o senhor acha que (abro as aspas) quem procura osso é cachorro (fecho as aspas)? Bela frase, senhor Jair Bolsonaro, não fossem os ossos a que o senhor se refere os restos mortais de guerrilheiros mortos pela cachorrada militar que o senhor defende. O senhor acha, e diz abertamente a todo mundo, com um cartaz em seu gabinete (pago com dinheiro público) que a vida de milhares de brasileiros não vale absolutamente nada. Nem a dignidade de saber o paradeiro de familiares assassinados pela ditadura a que senhor atribui tantas vantagens, ao dizer que (abro de novo as aspas) o povo tem de dar graças a deus aos militares (fecho as aspas). O senhor é um tremendo cara de pau, senhor deputado. O senhor e toda a cachorrada de direita que, eles sim, precisam de um bom osso para não latir contra os direitos humanos. E não estou falando de bandido, não, senhor deputado, porque, se estivesse falando de bandido, estaria defendendo o seu direito de dizer e fazer o que lhe der na telha. A cambada que o senhor tanto aprecia é que gosta de osso, senhor deputado, de nossos ossos bem enterrados em cemitérios clandestinos. Eu sei que, para gente como o senhor, a vida humana é só um osso, mas não esperarei o dia em que os seus ossos forem roídos pela mesma matilha que o senhor defende para dizer, no mínimo (para não ir além do que já fui, em minha fúria contra tamanha filhadaputice) que senhor VÁ LAMBER SABÃO, juntamente com toda a corja da direita hidrófoba que o elegeu.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Álvaro Dias, senador do PSDB

Desta vez, vou dispensar as aspas. Isto é, não vou mandar o senhor, senador Álvaro Dias, LAMBER SABÃO por algo específico que o senhor tenha dito, mas pelo conjunto da obra. Meritória, aliás, na defesa do capital estrangeiro, no entreguismo das riquezas nacionais, juntamente com seus coleguinhas de partido e dos demos. O senhor, agora, inventou essa CPI da Petrobrás, para, teoricamente, apurar denúncias de irregularidades cometidas por sua administração. Mas, o senhor não nos engana mais, senhor Álvaro Dias: essa sua CPI tem uma agenda oculta que todo mundo que está atento à história recente deste País sabe de cor – o interesse que os senhores da direita hidrófoba têm em desmoralizar a Petrobrás, para entregá-la, de mão beijada, ao capital estrangeiro. Como fizeram com a Vale. Como pretendem fazer com tudo o que temos de riquezas. O senhor, senador Álvaro Dias, é um tremendo vigarista a serviço da cambada daquele senhor que nos governou por oito anos, que até inventou uma tal PETROBRAX, lembra?, para melhor colocar a empresa como multinacional facilmente vendável. O senhor, senador Álvaro Dias, pertence à turma que leilou 30% do capital da Petrobrás e ao governo que só pensava em vender, vender e vender o patrimônio de povo. O senhor, senador Álvaro Dias, vai precisar de muito detergente, para limpar essa sua mente entreguista e suja de sabujo do capital estrangeiro, essa sua cabeça de bagre ensaboado que não engana mais ninguém, não. Tire as garras da Petrobrás, senador Álvaro Dias, e já que ainda não me permite a minha educação mandá-lo para outro lugar, quero que o senhor VÁ LAMBER MUITO SABÃO, senadorzinho entreguista de merda!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Simon Jenkins, articulista do jornal The Guardian, da Inglaterra

Nós aqui a chutar a bunda de deputados que fizeram e fazem a farra com dinheiro público, pensando que é coisa de país sul americano, essas coisas, e leio hoje um colunista do jornal britânico The Guardian a meter o pau nos deputados lá deles, por causa de um escândalo envolvendo dinheiro público para uso particular de coisas até piores do que passagens aéreas, coisas como faxineiras, pagamentos de hipotecas, corridas de táxi etc. Até aí, tudo mais ou menos bem, com o tal colunista e sua indignação que o leva a dizer do presidente da Câmara que (abram-se aspas) não sei como ele pode continuar no cargo por mais um único dia (fechem-se aspas). Isso na Inglaterra, um país dito civilizado, que tem até rainha! E é aí que o bicho pega, na minha opinião: um país tão metido e tão avançado, e tem hábitos políticos tão idiotas e medievais quanto o culto a uma instituição falida e imbecil quanto a realeza! Uma rainha, com príncipes, princesas e outras bobagens, é tão idiota quanto os ditadorezinhos que costumavam (e ainda costumam) frequentar os governichos de países menos “civilizados” da América de baixo, ou seja, da América Latina. Então, estamos quites, não é, senhor Simon Jenkins, ou seja, se tivemos (e ainda temos, mas bem menos) esses ditadores, vocês têm instituições também de valor e reconhecimento bastante discutíveis. Então, não precisava titular o seu artigo com esta pérola (abram-se, de novo, as aspas) ridículo, como numa república de bananas (fechem-se as aspas). Ora, senhor Jenkins, reclamar dos seus deputados, tudo bem, mas querer fazer ironia conosco, que estamos aqui a buscar nossa dignidade, é muito feio! Nós somos pobres, mas somos limpinhos. Não tem essa de república de bananas, não! (Aliás, só por ser civilizado é que não sugiro ao senhor um bom uso para as suas bananas!) Por isso, só por isso, senhor Jenkins, é que hoje, eu quero que o senhor VÁ LAMBER SABÃO juntamente toda a sua realeza estúpida, com seus lordes e deputados emplumados, mesmo que seja um sabãozinho mais perfumado, aí do primeiro mundo de vocês, tão cheio de ladrões quanto o nosso!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Sérgio Moraes, deputado federal (PTB/RS)

Ora, ora, senhor deputado Sérgio Moreira, que arrogância é esta de dizer (abramos aspas) estou me lixando para opinião pública (fechemos as aspas)? O senhor tem, sim, que se preocupar com a opinião pública, com os seus eleitores e não eleitores, com o povo, enfim, que é quem lhe garante os salários e as mordomias! O senhor pode até estar certo em dizer que não dá para cassar o mandato de seu colega Edmar Moreira, o tal do castelo, porque não há regra ou lei que impedisse que o dito senhor parlamentar gastasse verba pública com suas próprias empresas de segurança. Se não há lei, não há crime, não é essa a máxima jurídica? O senhor tem toda razão, claro, não é ilegal, mas, aqui pra nós, não é muito ético, né? O dito cujo merecia pelo menos uma boa admoestação, essa, sim, pública. E que se estabeleçam as regras ou as leis que impeçam tal barbaridade para o futuro. E mais, senhor deputado, o senhor pode até ter razão, também, quando disse aos jornalistas que (vou abrir novas aspas para o senhor) parte da opinião pública não acredita no que vocês escrevem... vocês batem, mas a gente se reelege (fecho as suas aspas). O senhor tem, infelizmente, razão. Os senhores se reelegem, sim, porque há essa merda que é o estatuto da reeleição. E reeleição ad eterno, já que o senhor, me parece, já está no sétimo mandato! É uma droga que o povo acredite em picaretas, como o senhor e muitos outros que estão aí, mesmo que eu não concorde (aliás, como o senhor) com esse denuncismo da mídia, que me cheira a caça às bruxas. No entanto, mesmo tirando todos os exageros da mídia, senhor deputado, acho que o senhor não devia ter dito o que disse. Por isso, para que sua língua modere as palavras, que isso não é jeito de representante do povo, ainda que fajuto, eu que quero que o senhor, com todas as letras, VÁ LAMBER SABÃO, já que minha educação impede de mandar para outro lugar um deputado que só falta dizer que prefere cheiro de cavalo ao cheiro do povo, como um ex-ditador já disse uma vez.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

José Serra, governador de São Paulo e ex-ministro da saúde

Não pude conter a gargalhada, senhor José Serra, ao ouvi-lo dizer que (aspas abertas) a gripe suína, ela é transmitida dos porquinhos para as pessoas só quando eles espirram ou quando a pessoa chega lá perto do nariz do porco (aspas fechadas). Só isso já é muito engraçado, senhor José Serra, excelentíssimo ex-ministro da saúde. Mas o senhor, José Serra, destravou de vez a sua veia cômica, digna de concorrer com os nossos programas humorísticos da televisão, da comédia em pé etc., ao acrescentar que (abram-se de novo as aspas) uma providência elementar é não ficar perto de porquinho algum (fechem-se as novas aspas). Hilário, senhor Serra, hilário, e elementar, se não fosse a trágica situação de ter sido o senhor um ministro da saúde cantado e decantado pela mídia demotucana desse País. E o senhor parecia tão sério, ao dizer isso, senhor José Serra, que, depois de enxugar as lágrimas de tanto rir, eu gostaria mesmo, senhor José Serra, mandar o senhor, com todo o respeito que me mereçam os porquinhos, para uma boa pocilga, mas, por enquanto, já que o senhor me proporcionou umas boas risadas, quero apenas que VÁ LAMBER SABÃO!