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Que coisa mais feia, hem senhor Puccinelli? Vai precisar de muito, mas muito sabão para lavar essa sua língua de troglodita! Chamar alguém de (abre aspas) viado (fecha aspas) já é horrível, dizer que vai (abre aspas) correr atrás dele e estuprá-lo em praça pública (fecha aspas) é muito mais do que horrível: é passar recebido de truculência e estupidez. E se o alvo de suas diatribes é um Ministro de Estado, no caso, o Ministro Carlos Minc, porque há um projeto do Governo que tenta proteger o Pantanal, o seu Estado, senhor Puccinelli, contra a deterioração que provocaria ao meio ambiente o cultivo de cana, isso é de uma grosseria que nem o nome do seu estado, senhor governador, justifica. Que o senhor defenda os interesses dos ruralistas plantadores de cana, a gente até respeita, embora não concorde com suas opiniões, mas, numa democracia, em que há uma Federação de Estados, em que deve prevalecer a vontade da maioria e, mais ainda, o bem-estar dessa maioria em detrimento de grupos que só almejam o lucro, isso não se pode perdoar, senhor Governador. Eu acho que, no seu caso, só LAMBER SABÃO não basta: o senhor precisaria, pela sua burrice, estupidez e grosseria, ser afastado até mesmo de qualquer cargo público. Nenhuma autoridade que se preze pode dizer tal asneira, sem punição, senhor Puccinelli e, já que não posso eu mesmo dar-lhe um belo cartão vermelho e um processo por suas palavras estúpidas, fica aqui o meu protesto, com um enorme, imenso VÁ LAMBER SABÃO!
Primeiramente, palmas, muitas palmas, pela competência técnica do telejornalismo da Globo, pela excelência de seus jornalistas etc. etc. etc. No entanto, senhor Bonner, o telejornal hoje pilotado pelo senhor, ao completar quarenta anos, tem uma história muito pouco democrática para comemorar. Está certo, sim: houve bons momentos de bom jornalismo em todos esses anos. Você pode comemorar, sim, senhor Bonner. Mas, nós, brasileiros, não vamos nos esquecer nunca suas derrapadas históricas, como a demora dos senhores em cobrir o movimento das Diretas Já. Só entraram na cobertura do movimento que mobilizou o Brasil, e assim mesmo timidamente, depois que viram ser um anseio nacional que não podia ser desprezado. E mais: os senhores poderiam perder audiência. Também não vamos nos esquecer jamais, senhor Bonner, da tentativa golpista do telejornalismo global para impedir a eleição de Leonel Brizola governador do Rio. Está, também, muito nítida em nossa lembrança a famosa edição do último debate entre o famigerado Collor de Melo (o candidato que a Globo inventou) e Lula, quando editaram vergonhosamente o jornal em favor daquele falso caçador de marajás, levando o metalúrgico a perder uma eleição que estava ganha. E depois, todos viram no que deu o governo do seu candidato. E há ainda e sempre a sua defesa intransigente do ideário neoliberal demotucano que levou à venda a preço de bananas inúmeras empresas do Governo Brasileiro (e, portanto, do povo) pelo seu queridinho de sempre, um dos piores presidentes que o Brasil da já teve, o famigerado Fernando Henrique Cardoso. E há sempre a tentativa de manipulação das mentes do povo brasileiro, em se tratando de defesa de interesses difusos da Globo, com coberturas jornalísticas claramente tendenciosas, como fizeram a favor do picolé de chuchu, Geraldo Alckmin quando candidato à presidência. Portanto, senhor Bonner, apesar de todo um histórico de belas reportagens, o senhor esconde o lado negro, muito negro, do seu Jornal Nacional. Nem preciso lhe abrir aspas para lhe dar a palavra, senhor Bonner, porque o senhor já a tem todos os dias, no mais poderoso veículo de comunicação que este País possui. Portanto, senhor Bonner, para não continuar mantendo esse veículo de forma tão tendenciosa e contra os interesses do povo brasileiro, para que, um dia, quem sabe, possamos realmente comemorar mais uma data redonda de um jornalismo não só competente, mas também honesto e isento de manipulações sacanas e mesquinhas, quero que o senhor VÁ LAMBER SABÃO, sim, muito sabão.